SIAVS 2026: o encontro em que a proteína animal brasileira mostrou escala, ciência e ambição global
Mais de 35 mil visitantes, representantes de mais de 65 países e uma área de exposição 65% maior. Em três dias, o SIAVS 2026 transformou o Distrito Anhembi, em São Paulo, em um retrato vivo da força, e dos próximos desafios, da proteína animal brasileira.
São Paulo costuma medir o tamanho dos eventos pelo trânsito, pelas filas e pela pressa. Entre 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, havia outra medida mais interessante: a quantidade de conversas estratégicas acontecendo ao mesmo tempo.
Em um corredor, empresas apresentavam soluções para nutrição, sanidade e automação. Em outro, compradores internacionais discutiam mercados e abastecimento. Nos auditórios, biosseguridade, inteligência artificial, sustentabilidade e comportamento de consumo dividiam a agenda com um tema que atravessou toda a feira: como manter o Brasil competitivo em uma cadeia global cada vez mais técnica, exigente e conectada.
Esse foi o SIAVS 2026.
Não apenas uma feira grande. Um ponto de encontro em que produção, ciência, política, comércio e comunicação precisaram falar a mesma língua.
O SIAVS 2026 reuniu os diferentes elos das cadeias de proteína animal entre 4 e 6 de agosto, em São Paulo.
SIAVS 2026 em números
Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Salão Internacional de Proteína Animal encerrou a edição de 2026 com resultados recordes:
- mais de 35 mil visitantes;
- representantes, compradores e delegações de mais de 65 países;
- 45 mil m² de área de exposição;
- crescimento de 65% na área ocupada em relação à edição anterior.
O avanço fica ainda mais claro quando se olha para 2024, quando o evento havia recebido mais de 30 mil visitantes e 317 expositores. Dois anos depois, o SIAVS cresceu em espaço, circulação internacional e diversidade de cadeias representadas.
O próprio nome do evento ajuda a contar essa evolução. O SIAVS deixou de se apresentar apenas como Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura e passou a assumir uma identidade multiproteínas: avicultura, suinocultura, bovinocultura, piscicultura e produção de ovos reunidas em uma mesma plataforma.
Mais do que uma mudança de nomenclatura, é uma mudança de território.
O Brasil diante de mais de 65 países
A presença de compradores da Ásia, do Oriente Médio, da África e da América Latina deu ao SIAVS 2026 uma dimensão que ultrapassa o calendário nacional de feiras.
O evento funcionou como uma vitrine de capacidade produtiva, mas também de confiança. Em proteína animal, competitividade não depende apenas de volume. Depende de sanidade, rastreabilidade, regularidade de abastecimento, inovação e reputação.
Por isso, a internacionalização do SIAVS importa.
Cada reunião com um importador, cada apresentação técnica e cada demonstração de tecnologia ajuda a responder uma pergunta decisiva para o agronegócio brasileiro: por que o mundo deve continuar escolhendo o Brasil como parceiro para a segurança alimentar?
A resposta apresentada em São Paulo foi construída em várias camadas. Escala produtiva, sim. Mas também ciência aplicada, integração entre cadeias, protocolos sanitários, responsabilidade ambiental e capacidade de transformar conhecimento em resultado.
Biosseguridade, eficiência e sustentabilidade deixaram de ser assuntos separados
Uma das mensagens mais fortes da edição foi que os grandes temas do agro já não cabem em departamentos isolados.
Biosseguridade interfere no acesso a mercados. Nutrição interfere em produtividade, custo e pegada ambiental. Automação interfere em precisão e previsibilidade. Comunicação interfere na confiança de compradores, autoridades e consumidores.
A programação do SIAVS 2026 refletiu essa interdependência. O congresso e as agendas paralelas abordaram saúde animal, influenza aviária, prevenção da peste suína africana, inteligência artificial aplicada à produção, automação industrial, logística, ESG, comércio internacional e novas exigências de consumo.
Também ganhou espaço a discussão sobre conveniência, saudabilidade, rastreabilidade e segurança dos alimentos. É um sinal importante: a cadeia produtiva não está olhando apenas para o que consegue produzir, mas para o que o mercado deseja comprar — e para as condições que precisa comprovar.
No agro, eficiência nunca foi só produzir mais. Em 2026, ficou ainda mais evidente que eficiência é produzir melhor, explicar melhor e sustentar melhor cada decisão.
Evonik no SIAVS 2026: ciência transformada em conversa de negócio
Entre as empresas presentes no SIAVS 2026 estava a Evonik, no estande 213, com um portfólio voltado à nutrição e à saúde animal.
Entre os destaques apresentados estavam o Ecobiol®, probiótico para aves e suínos; o GuanAMINO®, precursor de creatina ligado ao metabolismo energético e à flexibilidade de formulação; e o AMINONIR®, serviço analítico por espectroscopia no infravermelho próximo para análise rápida de matérias-primas e rações.
Os nomes são técnicos. O problema de negócio que eles ajudam a enfrentar é bastante concreto: produzir com mais precisão, reduzir incertezas, controlar custos e buscar desempenho consistente.
Essa tradução entre ciência e decisão é uma das coisas que uma feira faz melhor. A tecnologia deixa o catálogo e entra na conversa. O especialista ouve a realidade do cliente. O cliente compara caminhos. E a marca consegue mostrar não apenas o que vende, mas como pensa o futuro do setor.
No estande 213, a Evonik apresentou soluções e serviços voltados à eficiência, à precisão nutricional e ao relacionamento com o mercado.
O Chama esteve lá, e isso também diz muito sobre o nosso trabalho
O Chama o Marketing acompanhou a Evonik durante o SIAVS 2026.
Estar em uma feira desse porte ao lado de uma empresa global não é apenas registrar fotos ou produzir conteúdo de ocasião. É entender o ambiente, reconhecer quais conversas importam, preservar a identidade da marca em cada ponto de contato e transformar presença física em uma história que continua depois do evento.
É exatamente aí que estratégia e execução se encontram.
No trabalho com a Evonik Animal Nutrition, o Chama atua com proximidade, cuidado de marca e compreensão do contexto do negócio. A própria empresa já reconheceu publicamente essa parceria e a dedicação da equipe em aplicar sua identidade visual com consistência.
No SIAVS, essa relação ganhou cenário: um evento internacional, um público altamente especializado e uma marca que precisava ser percebida com a mesma clareza com que desenvolve suas soluções.
O Chama acompanhou a Evonik no SIAVS 2026, conectando presença de marca, conteúdo e contexto de negócio
Uma feira não começa na montagem, e não termina quando o pavilhão fecha
Eventos costumam concentrar meses de trabalho em poucos dias. Por isso, o risco do improviso é alto.
Uma presença estratégica precisa de três coisas:
- território: entender o mercado, o público, a agenda do setor e o papel que a empresa quer ocupar;
- direção: definir a mensagem principal e os critérios que mantêm a marca reconhecível;
- caminhos: organizar materiais, ativações, conteúdo, equipe e continuidade comercial antes, durante e depois da feira.
Sem essa estrutura, a empresa pode ter um estande bonito e ainda assim passar despercebida. Pode gerar muitas fotos e pouca memória. Pode conversar com centenas de pessoas sem criar um próximo passo claro.
O SIAVS 2026 mostrou o contrário: quando ciência, negócio e comunicação caminham juntos, o evento deixa de ser apenas exposição e passa a ser plataforma.
O que o SIAVS 2026 deixa para o agronegócio
Os números recordes chamam atenção, mas o legado mais relevante está na qualidade das conexões construídas.
O evento confirmou a capacidade brasileira de reunir setores diferentes em torno de desafios comuns. Reforçou a biosseguridade como ativo econômico. Mostrou que sustentabilidade e produtividade precisam avançar juntas. Aproximou pesquisa e aplicação prática. E colocou empresas brasileiras diante de compradores de dezenas de países.
Também deixou uma mensagem para as marcas do agro: competência técnica é essencial, mas precisa ser percebida.
Em mercados complexos, não basta ter a melhor solução. É preciso ocupar o lugar certo na conversa, com consistência, evidência e clareza.
O próximo SIAVS já está confirmado para 1º a 3 de agosto de 2028, novamente em São Paulo, com expectativa de uma área ainda maior.
Até lá, muitas tecnologias mudarão. As exigências sanitárias e comerciais continuarão evoluindo. Novos mercados entrarão no radar. Mas uma coisa deve permanecer: o agro brasileiro cresce quando transforma conhecimento em confiança e presença em relacionamento.
O pavilhão fecha. A estratégia continua. Para o Chama, participar do SIAVS ao lado da Evonik foi mais uma oportunidade de viver o marketing onde ele realmente acontece: perto do negócio, das pessoas e das decisões que movimentam o mercado.
Perguntas frequentes sobre o SIAVS 2026
O SIAVS é o Salão Internacional de Proteína Animal, promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O evento reúne empresas, produtores, pesquisadores, autoridades, fornecedores e compradores das cadeias de aves, suínos, ovos, bovinos e peixes de cultivo.
O SIAVS 2026 foi realizado de 4 a 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).
Mais de 35 mil visitantes passaram pelo evento. A edição também recebeu representantes de mais de 65 países.
A feira ocupou 45 mil m², área 65% maior que a da edição anterior.
Sim. A Evonik esteve no estande 213 e apresentou soluções e serviços para nutrição e saúde animal, entre eles Ecobiol®, GuanAMINO® e AMINONIR®.
A próxima edição foi confirmada para 1º a 3 de agosto de 2028, em São Paulo.